METODOLOGIA

Curso presencial

Na Idade Média, as sagradas relíquias eram tesouros cobiçados por monarcas, papas, peregrinos, ladrões. As mais preciosas, sem dúvida, remontavam ao episódio central do cristianismo, a paixão e a morte de Jesus Cristo. Esses objetos ajudaram a forjar o imaginário ocidental e, em pleno século XXI, ainda inspiram cineastas e romancistas. O ciclo de palestras Tesouros da Idade Média lançará uma nova luz sobre quatro das mais valiosas joias medievais: O Santo Graal, a Coroa de Espinhos, a Santa Síndone e a Lança de Longino.

06 de junho de 2022
Aula 1
O Santo Graal
No século XII, os versos inacabados de Chrétien de Troyes passaram a ecoar nas principais praças. A aventura cavalheiresca de Perceval conquistou os ouvintes, mas o Graal – mencionado ali, pela primeira vez –, ganhou um espaço definitivo no imaginário coletivo e seguiu inspirando outros autores. Associado ao Cálice da Última Ceia a partir do trovador e clérigo Robert de Boron, ele se tornou uma das relíquias mais preciosas – e disputadas – da Idade Média. Desde aquela época, diversos cálices disputam a atenção de peregrinos, estudiosos e caçadores de tesouros. Será que algum desses pretendentes remonta a um dos episódios mais retratados de todos os tempos?    

13 de junho de 2022
Aula 2
A Coroa de Espinhos
Em 1239, o rei Luís IX, futuramente canonizado, adquiriu a Coroa de Espinhos de seu primo Balduíno II, último imperador latino de Constantinopla. Para abrigar esse inestimável tesouro, o monarca ordenou a construção de uma das joias arquitetônicas da Idade Média, a Sainte-Chapelle. A entronização da relíquia nesse santuário gótico está entre os eventos mais significativos do século XIII. Em abril de 2019, o incêndio na catedral de Notre-Dame, para onde a relíquia havia sido trasladada pelo imperador Napoleão Bonaparte, revelou a boa parte do mundo a existência daquele tesouro esquecido. E os mais atentos foram pegos de surpresa ao descobrir que ela não possuía espinho algum. Qual é o enigma por trás do maior tesouro de Luís IX?

20 de junho de 2022
Aula 3
A Santa Síndone
Pouco após o saque de Constantinopla, durante a Quarta Cruzada, um cavaleiro exibiu, em Besançon, a suposta mortalha de Cristo. Para evitar que a relíquia fosse repatriada, ela teria passado a fazer parte do tesouro secreto de uma das ordens cavalheirescas mais poderosas da Idade Média. Desde que voltou a ser exibida publicamente, mais de cem anos após a extinção dos templários, jamais se viu livre de controvérsias e tornou-se o objeto histórico mais estudado de todos os tempos. Afinal, esse cobiçado tesouro da Idade Média, desacreditado na década de 1980, não passa de uma falsificação ou teria sido usado no ritual funerário de Jesus Cristo?

27 de junho de 2022
Aula 4
A Lança de Longino
Ao anexar a Áustria à Alemanha nazista, o ditador Adolf Hitler se apropriou de uma das maiores joias do Sacro Império Romano-Germânico, transformada em uma de suas insígnias em 1273: a Lança Sagrada. Desde a Idade Média, aquele objeto, exposto em Nuremberg, era considerado, na Europa ocidental, a lança com a qual o soldado romano Longino teria perfurado o torso de Cristo crucificado. A Igreja oriental, porém, reivindicava a posse da verdadeira lança, alegadamente herdada do apóstolo São Judas Tadeu. Um terceiro objeto ainda receberia custódia no Vaticano. Alguma dessas armas teria sido usada para atestar a morte de Jesus na cruz?


O professor
Fábio Tucci Farah
é jornalista e escritor. Perito em relíquias da Arquidiocese de São Paulo, ele desenvolve um trabalho pioneiro no Brasil para resgatar a história desses objetos sagrados. Coautor de “Relíquias Sagradas: Dos tempos bíblicos à era digital” (Paulus), sua pesquisa inédita sobre a Coroa de Espinhos mereceu destaque no Vatican News, órgão oficial de imprensa da Santa Sé. Delegado no Brasil da International Crusade for Holy Relics (ICHR), Farah é curador adjunto da Regalis Lipsanotheca, sediada no castelo de Ourém – o maior acervo de relíquias fora do Vaticano –, secretário geral da Academia Brasileira de Hagiologia e fundador de seu Departamento de Arqueologia Sacra. No ano passado, ele foi coordenador do primeiro Congresso Brasileiro de Hagiologia.

Datas: 06, 13, 20 e 27 de junho de 2022 (segundas-feiras)
04 dias de aulas
Aulas: 16h00 às 18h
Carga horária: 08 horas
Valor: R$ 220,00 à vista.
Inscriçõesmfatima@museuartesacra.org.br
Informações: (11) 5627.5393
Instituição: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Metrô Tiradentes
Estacionamento gratuito – Rua Jorge Miranda, 43 – Luz

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